A carga tributária no Brasil pode se aproximar ou até ultrapassar 40% do PIB nos próximos anos. Com a Reforma Tributária ganhando forma entre 2026 e 2027, empresários precisam entender o que muda na prática. Os impactos da Reforma Tributária nas empresas envolvem CBS, IBS, split payment e maior controle fiscal. E quem não se preparar pode sentir o aumento no caixa, no preço e na competitividade.
- Por que a carga tributária pode chegar a 40% do PIB?
- CBS e IBS: o coração dos impactos da Reforma Tributária nas empresas
- Empresas de serviços e tecnologia: os mais afetados
- Split payment e o fim da informalidade
- Simples Nacional e aumento da arrecadação
- Outras medidas que ampliam os impactos da Reforma Tributária nas empresas
- Planejamento tributário: a única resposta possível
- Conclusão: atenção redobrada a partir de 2026
Por que a carga tributária pode chegar a 40% do PIB?
A projeção de uma carga tributária próxima a 40% do PIB se baseia em mudanças estruturais já aprovadas e em outras que estão em fase avançada de implementação. Os impactos da Reforma Tributária nas empresas começam a se desenhar ainda antes da plena vigência do novo sistema, com aumento de arrecadação, ampliação da base tributável e redução de espaços para informalidade.
Mesmo que os efeitos econômicos diretos da Reforma Tributária não sejam plenamente sentidos em 2026, tudo indica que, a partir de 2027, haverá um crescimento expressivo da arrecadação. Esse movimento é resultado direto dos impactos da Reforma Tributária nas empresas, especialmente no que diz respeito à substituição de tributos atuais por novos modelos de cobrança.
CBS e IBS: o coração dos impactos da Reforma Tributária nas empresas
Um dos principais impactos da Reforma Tributária nas empresas está na criação da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), cuja alíquota está estimada entre 8% e 9%. Essa contribuição substituirá o PIS e a COFINS, que hoje, para muitas empresas, representam uma carga de apenas 3,65%.
Para empresas enquadradas no Simples Nacional, os impactos da Reforma Tributária nas empresas variam conforme a opção ou não pelo recolhimento da CBS fora do regime simplificado. Caso optem pelo recolhimento “por fora”, essas empresas passam a se submeter à mesma tributação aplicável às demais pessoas jurídicas, o que pode elevar significativamente a carga tributária.
Além disso, outro ponto central nos impactos da Reforma Tributária nas empresas é a criação do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS). Embora comece com uma alíquota simbólica de 0,1% a partir de 2029, o IBS ganhará escala gradualmente, substituindo o ICMS e o ISS, e podendo alcançar uma carga próxima de 18%.
Empresas de serviços e tecnologia: os mais afetados
Os impactos da Reforma Tributária nas empresas serão especialmente severos para o setor de serviços. Empresas de tecnologia da informação, por exemplo, que hoje recolhem PIS/Cofins à alíquota de 3,65%, poderão passar a recolher entre 8% e 9% apenas de CBS.
Mesmo considerando o aproveitamento de créditos, os impactos da Reforma Tributária nas empresas que atualmente estão no regime cumulativo tendem a resultar em uma carga tributária maior do que a vigente hoje. Soma-se a isso o IBS, que substituirá o ISS hoje limitado, em muitos municípios, a alíquotas entre 2% e 5% por um tributo que pode chegar a cerca de 18%.
Esse salto representa um dos mais relevantes impactos, com potencial efeito inflacionário e aumento expressivo do custo operacional.
Split payment e o fim da informalidade
Outro ponto central nos impactos da Reforma Tributária nas empresas é a implementação do split payment. Esse mecanismo permitirá que o governo receba automaticamente, no momento da liquidação financeira da operação, os valores devidos a título de CBS e IBS.
Na prática, os impactos da Reforma Tributária nas empresas incluem uma redução drástica da informalidade e da sonegação. Operações que antes escapavam do controle fiscal passam a ser monitoradas em tempo real, reduzindo significativamente o chamado “hiato de conformidade”.
Com isso, além do aumento da arrecadação de CBS e IBS, os impactos da Reforma Tributária nas empresas também se refletem em maior recolhimento de Imposto de Renda e CSLL, já que as informações estarão plenamente acessíveis à Receita Federal.
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Simples Nacional e aumento da arrecadação
Um aspecto muitas vezes ignorado nos debates é que os impactos da Reforma Tributária nas empresas também atingem o Simples Nacional. A redução da informalidade e o maior controle fiscal tendem a elevar a arrecadação nesse segmento, onde historicamente há maior incidência de sonegação.
Esse movimento contribui diretamente para o aumento global da carga tributária, reforçando o cenário em que os impactos da Reforma Tributária nas empresas empurram a arrecadação para níveis próximos de 40% do PIB.
Outras medidas que ampliam os impactos da Reforma Tributária nas empresas
Além da CBS, do IBS e do split payment, outros fatores ampliam os impactos da Reforma Tributária nas empresas. Estados e municípios vêm promovendo majorações de ICMS e ISS para elevar suas médias de arrecadação antes da substituição desses tributos pelo IBS.
Somam-se a isso medidas pontuais, como a majoração do IOF em 2025 e o aumento da tributação sobre Juros sobre Capital Próprio (JCP). Todas essas iniciativas reforçam os impactos da Reforma Tributária nas empresas, culminando em uma maior participação dos tributos no PIB brasileiro.
Planejamento tributário: a única resposta possível
Diante de tantos impactos, uma conclusão é inevitável: nunca o planejamento tributário foi tão importante. Empresários precisam avaliar, dentro da legalidade, como reduzir riscos, evitar pagamentos indevidos e identificar oportunidades de recuperação de tributos.
Dados citados no conteúdo apontam que 95% das empresas brasileiras pagam tributos a mais. Em um cenário de intensificação dos impactos da Reforma Tributária nas empresas, deixar esses valores prescreverem pode representar perdas financeiras significativas.
Conclusão: atenção redobrada a partir de 2026
Os impactos da Reforma Tributária nas empresas não são uma hipótese distante. Eles já estão em curso e devem se intensificar a partir de 2026, com reflexos profundos nos anos seguintes. A perspectiva de uma carga tributária próxima a 40% do PIB exige atenção, estratégia e diagnóstico preciso.
Empresas que se anteciparem, revisarem sua estrutura tributária e adotarem medidas legais de proteção estarão mais preparadas para enfrentar e atravessar esse novo cenário com maior segurança e previsibilidade.
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